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Editorial
Em
janeiro de 2011, o Instituto da Face Campinas, completou 22 anos de existência
como instituição de ensino, pós-graduação, e mais de quatrocentos alunos,
cirurgiões-dentistas passaram por aqui. Nesse tempo todo, demos ênfase para os
casos mais complicados e retratamentos, considerando que nos últimos anos o
Brasil foi inundado por bárbaros da ortodontia, que nem de “colocadores de
aparelhos” ou “coladores de bráquetes” (typodontistas ou typodonteiros) podem
ser chamados, que estão a cometer as maiores iatrogenias (erros), e se dizem
ortodontistas para um povo crédulo, que por conveniência acaba acreditando
neles. Isso tem nome: honorários aviltados. Mas a culpa não é só dos
profissionais. Culpado o povo brasileiro, que procura sempre o mais barato, por
falta de cultura, tradição, ignorância mesmo, e sempre pensando em levar
vantagem. Creio que dentro em pouco não haverá mais povo e sim horda, turba
brasileira, mas bem domesticada por ignorantes e apedeutas.
Voltando aos typodontistas, estão transformando o brasileiro em um povo "bicudo"
(biprotruso, dentes anteriores, os incisivos muito para frente) e oclusão
torna-se um "palavrão" (o paciente vira uma obra de arte, um "Bicasso"), com a
Ortodontia Fixa, e verdadeiros "sapões" (ou boca de caçapa) com a expansão
desmedida feita com a Ortopedia Funcional dos Maxilares. Mas como o Brasil só
anda de “marcha à ré”, podemos ter futuramente a tribo dos Bicos Longos, ou
Bicassos, os Boca Larga (ou Boca de Caçapa), outros como os Beiçolas.
Sempre usamos as mais modernas técnicas e materiais ortodônticos, as mesmas
usadas nos grandes centros dos EUA e Europa. Não vamos voltar quatro décadas
atrás, e usar arcos de aço inox, por exemplo. Ainda existem brasileiros que
merecem e sabem valorizar tratamentos corretos e atuais.
Vamos continuar defendendo as
mecânicas ortodônticas realmente com forças leves, como a Light Wire de Andrews
(a original) e a Bioprogressiva de Ricketts. A tendência atual é para forças
cada vez mais leves. E isso está intimamente ligado aos materiais usados para os
arcos ortodônticos. O primeiro foi o Nitinol, e depois deles outros mais leves
ainda, como o beta-titânio, e por último as ligas termo-ativadas (ligas de
martensita). E no Brasil, continuam a impor confusões. Mecânicas que usam o aço
inox, em qualquer que seja a fase do tratamento, jamais poderiam ser chamadas de
Light Wire (arco-leve, força leve), inclusive porque, esse termo, Light-Wire, é
patente do Dr. Lawrence Andrews. Mas parece que quanto mais confusão, melhor !!!
Campinas, setembro de 2007
Atualizado em dezembro de 2010
Dr. Luiz Augusto Teles de Souza
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