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Alimentação um direito inviolável
16 de outubro- Dia Mundial da Alimentação
“Toda
pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua
família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação,
cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à
segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou
outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.”
(Artigo XXV / Declaração Universal Dos Direitos Humanos)
Estatísticas da Fome
Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo, um bilhão de pessoas
passando fome, 30 mil crianças morrem de fome a cada dia, 15 milhões a
cada ano, um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam
atraso no crescimento físico e intelectual, 1,3 bilhão de pessoas no
mundo não dispõe de água potável, 40% das mulheres dos países em
desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso. Uma pessoa a
cada sete padece fome no mundo. A cada dia 275 mil pessoas começam a
passar fome ao redor do mundo. O Brasil é o 9º país com o maior numero
de pessoas com fome, tem 15 milhões de crianças desnutridas. 45% de suas
crianças, menores de cinco anos sofrem de anemia crônica.
O Brasil é o 5º país do mundo em extensão territorial, ocupando metade
da área do continente sul-americano. Há cerca de 20 anos, aumentaram o
fornecimento de energia elétrica e o número de estradas pavimentadas,
além de um enorme crescimento industrial. Nada disso, entretanto, serviu
para combater a pobreza, a má nutrição e as doenças endêmicas. Em 1987,
no Brasil, quase 40% da população (50 milhões de pessoas) vivia em
extrema pobreza. Nos dias de hoje, um terço da população ainda é mal
nutrido, 9% das crianças morrem antes de completar um ano de vida e 37%
do total são trabalhadores rurais sem-terras.
Enquanto o consumo diário médio de calorias no mundo desenvolvido é de
3.315 calorias por habitante, no restante do globo o consume médio é de
2.180 calorias diárias por habitante. Metade dos habitantes da Terra
ingere uma quantidade de alimentos inferior às suas necessidades
básicas. Cerca de um terço da população do mundo ingere 65% dos
alimentos produzidos. A quarta edição do Inquérito Mundial sobre
Agricultura e Alimentação, patrocinado pela ONU em 1974, concluiu: "Em
termos mundiais, a quantidade de alimentos disponíveis é suficiente para
proporcionar a todos uma dieta adequada".
O aumento dos preços dos alimentos fez o número de famintos no mundo
crescer 40 milhões para 963 milhões de pessoas em 2008, ante o ano
passado, de acordo com dados preliminares divulgados hoje pela ONU para
Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês). A entidade advertiu
que a crise econômica mundial pode levar ainda mais pessoas a essa
condição. Levando em conta dados do US Census Bureau, departamento de
estatísticas do governo norte-americano, que contam a população mundial
em 6,7 bilhões de pessoas, o número de famintos representa 14,3% do
total.
Em 2007, no planeta havia 860 milhões de famintos; em janeiro de 2009
109 milhões mais. A metade da população africana subsahariana, por citar
um exemplo dessa África crucificada, mal vive na extrema pobreza. A
ladainha de violência e desgraças provocadas é interminável. No Congo há
30 mil meninos-soldados dispostos a matar e a morrer a troco de comida;
17% da floresta amazônica foram destruídos em cinco anos, entre 2000 e
2005; o gasto da América Latina e do Caribe em defesa cresceu um 91%,
entre 2003 e 2008; uma dezena de empresas multinacionais controla o
mercado de semente em todo o mundo. Os Objetivos do Milênio se
evaporaram na retórica e em suas reuniões elitistas os países mais ricos
dizem covardemente que não podem fazer mais para reverter o quadro.
“Quase cem mil mortes diárias no planeta se devem à fome. Dentre elas,
30 mil são de crianças com menos de cinco anos. Mais do que três torres
gêmeas por dia que se desmoronam em silêncio, sem que ninguém chore ou
construa monumentos”, declarou à swissinfo Carlos Alberto Libânio
Christo, mais conhecido como Frei Betto.
Essas são algumas das estatísticas da fome que o mundo se acostumou a
acompanhar de tempos em tempos. Todavia a fome segue matando de maneira
endêmica em muitas regiões do globo.
Um mundo livre da fome
Nós, do Planeta Voluntários buscamos um mundo sem fome e desnutrição –
um mundo no qual cada uma e todas as pessoas possam estar seguras de
receber a comida que necessitam para estar bem nutridas e saudáveis.
Nossa visão é a de um mundo que protege e trabalha para que haja
assistência social e dignidade humana para todas os povos. Um mundo no
qual cada criança pode crescer, aprender e florescer, e desenvolver-se
como membro ativo da sociedade.
Por Marcio Demari
PLANETA VOLUNTÁRIOS
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